Sem um sistema prisional decente, humano, vivemos a beira do colapso do Estado de Direito. As leis para proteção da vida e dos direitos obriga aos quepraticam crimes sejam punidos com restrição ou perda da liberdade. A idéia da punição é impedir o criminoso de continuar agindo impunemente e repetir os crimes cometido, protegendo vidas e os bens da comunidade. Não é um ambiente para tortura ou morte, degradação ou sofrimento além daquele que a lei designa. A penitenciária brasileira não é uma sucursal do inferno, nem projetada para o tormento eterno. Ela é uma instituição que possui a intenção de reintegração. A degradação humana destrói a psique. Destrói a humanidade. Embora hajam crimes hediondos que mereciam penas maiores que as imputadas aos que as cometeram, há milhares que hoje vivem num sofrimento muito além que seus atos mereceram. A degradação prisional é uma fábrica de loucos de toda ordem e estimula a crueldade num nível em que nehuma escola militar poderia incitar. Ela gera psicóticos e psicopatas. Mantém a maldade dos que lá entraram e treina através de repetidas lições de crueldade respaldadas pelo PODER DO ESTADO, pela displicencia de Governantes, das Autoridades e a Administração Publica, apoiada pelo silencio da IMPRENSA e dos processos de comunicação que esquecem ou ignoram ou desprezam a realidade que um país que não trata seus presos com a dignidade humana que é defendida para todos pela constituição, mesmo para o mais vil dos criminosos, contribui para a formação de futuras gerações de criminosos de crueldade requintada. As prisões se tornaram em nosso país escolas de assassinos seriais. Onde são maltratados não somente os presos que ali estão, mas como todos os seus parentes e os que tentam visitá-los. Embora não hajam sistemas carcerários que tratem com dignidade os parentes e os presos em algumas unidades prisionais no país, essa infelizmente não é nem de longe nossa atual realidade. Vivemos a sombra de um legado prisional que é vergonhoso. E que necessita mudar.
Trinta e seis convênios para gastos em presídios foram cancelados desde 2004
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